Poema 10
Ao Cândido da Velha por terras bravias
Há
um odor a pão no tempo breve
na caleira do tempo na escuridão
da macieza do estilo popular
em campos regadios de luar
Que
fecunda a raiz da madrugada
do calor de saber alentejano
por trigais doridos em escarpas
na plenitude do trabalho
Inflama
a luz como fornalha acesa
dos tempos tresmalhados
na secura de terrenos prenhes
de homens na sonolência
No
corpo da manhã o pão crescendo
de terras ingratas nas planícies
de suor e pesadelos conhecidos
na imensidão das culturas amarelecidas
pelo vento suão no amanhecer
Pedro Valdoy