terça-feira, 8 de outubro de 2013

Poema 4

Poema 4

Quando a vespa atravessou a noite
na penumbra dos meus olhos
vi teu corpo através dos seios
do ser de conchas desavindas

Ao nascer do Sol de ferrugem
quando passavas pela rua
coberta de flores negras
no calor da primavera

Vi-te escorreita na serpente
numa visão da loucura dos tempos
quando a calçada estava fresca
no pormenor da tua beleza.


Pedro Valdoy

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