sábado, 5 de outubro de 2013

poema 2

poema 2

a cigarra matreira
cantava em saltité
de ramo em ramo
entoava cantigas
ao descanso
apregoava a greve
pelo pouco que já fazia
fumava fumava
cigarrilhas em vaidades
no descalabro da sociedade
abaixo abaixo
gritava em saltos
olímpicos
entre um cigarro
e o canto
piscava o olho
ao seu velho amigo
machão de corpo e alma.


Pedro valdoy

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